A construção de 70 novas habitações destinadas a residentes permanentes em Samedan, na Alta Engadina, está mais próxima de se tornar realidade. O projeto Promulins ultrapassou uma importante etapa administrativa, depois de os responsáveis terem resolvido as anteriores oposições. Além disso, a nova versão não recebeu outras contestações. Assim, as obras poderão começar na primavera de 2027 e os primeiros moradores poderão receber as chaves em 2029.

A falta de habitação acessível continua a representar um dos maiores desafios para quem vive e trabalha na Alta Engadina.

Nos últimos anos, a dificuldade em encontrar casas para arrendar tem preocupado famílias, trabalhadores e empresas da região.

No entanto, uma notícia divulgada a 28 de outubro de 2026 trouxe novas perspetivas para Samedan.

Projeto Promulins ultrapassa importantes obstáculos

Segundo a Engadiner Post, o projeto habitacional Promulins está prestes a ultrapassar a última etapa do processo de autorização.

A iniciativa pertence à Bürgergemeinde Samedan, entidade local responsável pela promoção do empreendimento.

Inicialmente, o projeto enfrentou várias oposições. Contudo, os responsáveis conseguiram resolver essas divergências através do diálogo.

Além disso, ninguém apresentou novas oposições à versão revista.

Consequentemente, os promotores esperam receber em breve a licença de construção definitiva.

Esta evolução representa um passo importante para um dos maiores projetos de habitação permanente previstos na Alta Engadina.

70 apartamentos destinados a residentes permanentes

O empreendimento deverá disponibilizar 70 apartamentos destinados exclusivamente a residência principal.

Por isso, o projeto pretende responder às necessidades de quem vive na região durante todo o ano.

Ao contrário das segundas residências e dos apartamentos destinados a férias, estas habitações terão como finalidade o alojamento permanente.

Desta forma, os promotores procuram aumentar a oferta habitacional para a população local.

Como serão calculadas as rendas das novas habitações?

Outro aspeto importante é o modelo escolhido para calcular as rendas.

A Bürgergemeinde Samedan pretende aplicar o princípio da renda baseada nos custos, conhecido na Suíça como Kostenmiete.

Neste sistema, os responsáveis calculam as rendas tendo em consideração os custos reais do empreendimento.

Entre esses encargos encontram-se o financiamento, a manutenção e a gestão dos imóveis.

Assim, o objetivo não consiste em obter lucros excessivos, mas em disponibilizar habitação a preços mais acessíveis.

Contudo, os promotores ainda não divulgaram os valores concretos das futuras rendas na informação agora publicada.

Por esse motivo, ainda não é possível indicar quanto custará arrendar um dos apartamentos.

Investimento de aproximadamente 54 milhões de francos

O projeto representa também um investimento significativo.

De acordo com documentos oficiais do município de Samedan, o empreendimento tem um valor estimado de aproximadamente 54 milhões de francos suíços.

Para ajudar a financiar a construção, as autoridades locais já aprovaram medidas de apoio.

Em junho de 2026, a Assembleia Municipal autorizou um acordo que permitirá à Bürgergemeinde utilizar determinadas receitas provenientes de direitos de superfície.

O apoio corresponde a cerca de 78.500 francos anuais, durante 15 anos.

Além disso, a Assembleia Municipal encarregou o Executivo de preparar uma proposta relativa à concessão de um empréstimo de três milhões de francos.

No entanto, esse empréstimo ainda necessitava de uma decisão específica, pelo que não deve ser confundido com um financiamento já definitivamente aprovado.

Estas medidas procuram reduzir os encargos financeiros do empreendimento.

Consequentemente, poderão contribuir para manter as futuras rendas em valores mais acessíveis.

Quando começam as obras e quando estarão prontas as casas?

Segundo as informações divulgadas, os responsáveis pretendem iniciar os trabalhos de construção na primavera de 2027.

Contudo, esse calendário depende da conclusão dos procedimentos administrativos e da obtenção da licença definitiva.

Se tudo decorrer conforme o previsto, os primeiros apartamentos poderão ficar disponíveis em 2029.

Ainda assim, esta data representa uma previsão e não um prazo garantido.

Uma oportunidade para trabalhadores e famílias da Alta Engadina

A construção das 70 habitações poderá representar uma oportunidade importante para trabalhadores e famílias da Alta Engadina.

A região depende fortemente de setores como a hotelaria, a restauração, o comércio, a construção e os serviços.

No entanto, encontrar alojamento adequado constitui frequentemente uma dificuldade para quem pretende estabelecer-se de forma permanente.

Além disso, os elevados custos habitacionais podem dificultar a permanência de trabalhadores e famílias na região.

Por esse motivo, a criação de novas habitações destinadas a residência principal assume especial importância.

O projeto Promulins poderá contribuir para aliviar parte dessa pressão.

Contudo, 70 novos apartamentos não serão suficientes, por si só, para resolver todos os problemas habitacionais da Alta Engadina.

Outros projetos habitacionais continuam a enfrentar dificuldades

Segundo a Engadiner Post, vários outros projetos de habitação permanente continuam bloqueados devido a oposições e procedimentos administrativos.

Na própria localidade de Samedan existem mais dois projetos em preparação.

Um deles enfrenta contestações, enquanto outro recebeu uma decisão desfavorável do município e deverá apresentar uma versão revista.

Entretanto, o projeto Promulins destaca-se pelo progresso alcançado na resolução das anteriores divergências.

Como candidatar-se às futuras habitações em Samedan?

Para os residentes interessados nas futuras habitações, importa esclarecer que ainda não existe informação confirmada sobre a abertura de candidaturas.

Da mesma forma, os promotores ainda não anunciaram publicamente os critérios concretos de atribuição dos apartamentos na notícia agora divulgada.

Por isso, os interessados deverão acompanhar os comunicados oficiais do município e da Bürgergemeinde Samedan.

Além disso, será importante conhecer posteriormente os valores das rendas, as tipologias disponíveis e as condições exigidas aos candidatos.

A confirmação desses elementos permitirá avaliar melhor as oportunidades que o empreendimento poderá oferecer às famílias da região.

Samedan dá mais um passo para combater a falta de habitação

Em conclusão, o projeto Promulins representa um avanço importante na procura de soluções para a falta de habitação permanente na Alta Engadina.

Depois de ultrapassar as anteriores oposições, a iniciativa aproxima-se da fase de construção.

Contudo, ainda será necessário concluir o processo de autorização e cumprir o calendário previsto.

Se o projeto avançar sem novos obstáculos, Samedan poderá disponibilizar 70 novas habitações para residentes permanentes a partir de 2029.

O Ecos da Comunidade continuará a acompanhar este empreendimento, especialmente quando surgirem informações sobre os valores das rendas e a possibilidade de apresentar candidaturas.