Quatro mulheres de Scuol, na Baixa Engadina, apresentaram queixa pelo desaparecimento de joias avaliadas, pelas próprias, em mais de 100 mil francos. Uma funcionária dos serviços de apoio domiciliário está sob investigação por suspeitas de furto. O Ministério Público dos Grisões confirmou a existência de um processo criminal, mas ainda não existe qualquer condenação.

Desaparecimento de joias em Scuol preocupa quatro mulheres

Um caso de alegados furtos está a causar preocupação em Scuol, na Baixa Engadina, no cantão dos Grisões.

Quatro mulheres, com idades entre os 64 e os 89 anos, denunciaram o desaparecimento de joias das suas residências. Segundo o jornal suíço Blick, as situações terão ocorrido entre junho e setembro de 2026.

As denunciantes afirmam que os objetos desaparecidos representam um prejuízo conjunto superior a 100 mil francos.

Além disso, algumas das peças tinham um valor sentimental importante, por se tratarem de recordações de familiares já falecidos.

Suspeitas recaem sobre funcionária dos cuidados domiciliários

As quatro mulheres suspeitam de uma funcionária ligada aos serviços de apoio domiciliário Spitex, que realizava tarefas domésticas nas suas casas.

Segundo os testemunhos recolhidos pelo Blick, a trabalhadora tinha acesso às residências para prestar serviços de limpeza e apoio doméstico.

Uma das mulheres, de 89 anos, contou ao jornal que encontrou a funcionária junto de um móvel onde guardava joias, depois de se ter ausentado por alguns momentos.

Posteriormente, quando procurou algumas peças, verificou que um anel e uma pulseira tinham desaparecido.

A mulher decidiu então alertar outras conhecidas que recebiam apoio da mesma funcionária.

Entretanto, essas mulheres também identificaram o desaparecimento de objetos de valor.

Contudo, estes relatos constituem alegações das denunciantes e não demonstram, por si só, que a trabalhadora tenha cometido os furtos.

Prejuízo poderá ultrapassar os 100 mil francos

As quatro mulheres apresentaram queixas criminais devido ao desaparecimento das joias.

Segundo os seus relatos, os objetos incluem anéis, pulseiras, colares, brincos e relógios.

Algumas peças eram exemplares únicos ou presentes oferecidos por familiares.

Por isso, além do prejuízo financeiro, as denunciantes destacam a perda de objetos com grande significado pessoal.

O valor total superior a 100 mil francos corresponde à estimativa apresentada pelas mulheres ao Blick.

Até ao momento, não existe confirmação pública de uma avaliação independente desse montante.

Ministério Público confirma investigação criminal

O Ministério Público do Cantão dos Grisões confirmou ao Blick que existe um processo criminal por suspeitas de furto contra a funcionária.

Segundo o porta-voz Franco Passini, as autoridades realizaram uma busca domiciliária no início de setembro de 2026.

Além disso, a investigação policial continua em curso.

Quando receber o relatório da polícia, o Ministério Público avaliará os passos seguintes.

Entre as possibilidades estão a emissão de uma decisão penal, a apresentação de uma acusação em tribunal ou o arquivamento do processo.

Por enquanto, as autoridades não anunciaram uma decisão definitiva sobre a responsabilidade da suspeita.

Instituição afasta temporariamente a trabalhadora

O Centro de Saúde da Baixa Engadina, conhecido pela sigla CSEB, confirmou ao Blick que tinha conhecimento das denúncias e da investigação.

A responsável pela área de cuidados e acompanhamento, Rebekka Hansmann-Zehnder, explicou que a proteção dos utentes constitui uma prioridade da instituição.

Segundo a responsável, a funcionária trabalha há vários anos na organização e não existiam anteriormente reclamações conhecidas contra ela.

No entanto, perante a investigação, a instituição decidiu afastá-la temporariamente das suas funções.

A medida tem caráter preventivo e pretende proteger tanto os utentes como a própria trabalhadora enquanto decorrem as diligências.

O afastamento não representa uma confirmação das acusações.

Denunciantes criticam a resposta inicial

As mulheres ouvidas pelo Blick também manifestaram descontentamento com a forma como, segundo afirmam, as primeiras denúncias foram recebidas.

Uma das denunciantes considera que as suas preocupações não receberam inicialmente a atenção necessária.

Além disso, as mulheres receiam não conseguir recuperar os objetos desaparecidos.

Contudo, estas críticas correspondem aos testemunhos apresentados ao jornal e não constituem conclusões de uma investigação independente sobre a atuação das instituições.

O Centro de Saúde da Baixa Engadina afirma levar a sério os indícios de possíveis irregularidades.

Como proteger objetos de valor em casa?

Este caso chama a atenção para a importância da segurança dos bens pessoais, especialmente quando várias pessoas têm acesso regular a uma residência.

Existem algumas medidas que podem ajudar a prevenir problemas:

  • Guardar joias e objetos valiosos em locais seguros.
  • Manter fotografias e documentos que permitam identificar as peças.
  • Registar os valores aproximados e os comprovativos de compra, quando existirem.
  • Comunicar rapidamente o desaparecimento de objetos à polícia.
  • Contactar a instituição responsável caso surjam dúvidas relacionadas com serviços domiciliários.

Além disso, familiares de pessoas idosas podem ajudar na organização e identificação de objetos importantes, sempre com o consentimento dos respetivos proprietários.

Estas precauções não substituem a confiança nos profissionais de apoio domiciliário, mas podem facilitar a identificação de eventuais desaparecimentos.

Caso tem interesse para os residentes da Baixa Engadina

A investigação está a decorrer numa região onde os serviços de apoio domiciliário desempenham um papel importante na vida de muitas pessoas idosas.

Para os residentes de Scuol e das localidades vizinhas, o caso levanta questões sobre a segurança dos bens pessoais e a confiança nos serviços prestados dentro das habitações.

Também as famílias portuguesas residentes na região podem ter interesse nesta informação, embora não exista qualquer ligação específica confirmada entre o caso e cidadãos portugueses.

Importa igualmente evitar generalizações sobre os profissionais da Spitex, cujo trabalho é essencial para muitas pessoas que necessitam de acompanhamento em casa.

Investigação continua e mantém-se a presunção de inocência

O Ministério Público dos Grisões confirmou que a investigação ainda decorre.

Entretanto, a funcionária permanece afastada preventivamente das suas funções, segundo a informação prestada pela instituição ao Blick.

Até ao momento, não existe confirmação de uma condenação, nem de uma decisão judicial definitiva.

Por isso, a trabalhadora beneficia da presunção de inocência enquanto as autoridades apuram os factos.

O Ecos da Comunidade continuará atento a eventuais desenvolvimentos deste processo e às informações divulgadas pelas autoridades competentes.