O direito de voto aos 16 anos nos Grisões foi rejeitado pelos eleitores do cantão. Na votação realizada este domingo, 27 de setembro de 2026, a proposta recebeu 32,58% de votos favoráveis e 67,42% de votos contra.

No total, registaram-se 20 803 votos a favor e 43 049 votos contra. Além disso, a proposta foi rejeitada em todos os municípios dos Grisões.

Proposta permitiria votar a partir dos 16 anos

A alteração da Constituição cantonal pretendia conceder aos jovens de 16 e 17 anos o direito de votar e participar nas eleições cantonais e municipais.

No entanto, o direito de se candidatarem a cargos políticos continuaria reservado às pessoas com 18 ou mais anos. Por isso, a proposta abrangia apenas o direito ativo de voto e de eleição.

Caso tivesse sido aprovada, a nova regra entraria em vigor em 2027. Cerca de três mil jovens dos Grisões passariam, assim, a poder participar nas decisões políticas do cantão.

Governo e Parlamento apoiavam a proposta

O Governo dos Grisões e a maioria do Parlamento cantonal recomendaram a aprovação da mudança. Os defensores consideravam que a redução da idade eleitoral poderia aproximar os jovens da política e dar-lhes maior participação nas decisões que influenciam o seu futuro.

A proposta surgiu por iniciativa do deputado Gian Andris Derungs, do partido O Centro, na sequência de um pedido da Sessão Juvenil dos Grisões.

Contudo, os opositores argumentaram que os jovens de 16 e 17 anos ainda não possuem maturidade política suficiente. Também manifestaram preocupação com a possível influência das redes sociais nas suas decisões.

Glarus continua a ser o único cantão

Com a rejeição da proposta nos Grisões, Glarus continua a ser o único cantão suíço que permite o direito ativo de voto a partir dos 16 anos.

Nos Grisões, tentativas semelhantes já tinham sido discutidas pelo Parlamento cantonal em 2007 e 2009. Desta vez, a proposta conseguiu o apoio da maioria parlamentar, mas os eleitores acabaram por rejeitá-la de forma clara.

Apesar do resultado, o Governo cantonal considera importante continuar a envolver os jovens na vida política e ouvir as suas opiniões sobre os assuntos que afetam o futuro da região.