O ensino de línguas nas escolas suíças está no centro de um debate entre partidos e cantões. A consulta pública sobre uma possível alteração à Lei das Línguas terminou esta segunda-feira, 5 de outubro. No entanto, o Conselho Federal ainda não aprovou qualquer mudança às regras em vigor.
A consulta começou em junho, quando o Conselho Federal apresentou duas opções para garantir o ensino de uma segunda língua nacional. A discussão ganhou importância devido às diferenças entre os cantões sobre a forma de organizar as aulas de línguas nas escolas.
A primeira opção prevê integrar na lei o modelo HarmoS, que estabelece o ensino de duas línguas estrangeiras durante a escola primária: uma língua nacional e o inglês. Por sua vez, a segunda opção estabelece um requisito mínimo: o ensino de uma segunda língua nacional começaria na primária e continuaria até ao final do ensino secundário I. Esta alternativa daria mais margem aos cantões para organizarem o ensino.
Além disso, partidos e cantões divergem sobre o papel da Confederação. Parte do debate consiste em decidir se o Governo federal deve estabelecer regras comuns para todo o país ou se os cantões devem continuar a ter maior liberdade na organização dos seus sistemas escolares.
O Conselho Federal afirmou que poderá não apresentar uma proposta ao Parlamento se os cantões mantiverem a estratégia linguística acordada em 2004 e evitarem decisões divergentes. Assim, o fim da consulta pública não significa que uma nova lei tenha sido aprovada.
Para as famílias, não há mudanças imediatas. O ensino de línguas nas escolas suíças continua, por enquanto, a seguir as regras atualmente aplicadas em cada cantão. O Conselho Federal analisará as respostas recebidas e decidirá se deve avançar com uma proposta legislativa.